domingo, 25 de janeiro de 2015

Eu não necessito.

Nunca foi por necessidade. Eu nunca precisei, entretanto eu sempre quis, cada riso,  cada palavra,  cada piada besta,  o simples fato,  o simples ato,  o estar presente era mais que o suficiente.
Nunca foi sobre favores.  Eu nunca precisei,  contudo sempre gostei, sem motivos um dia cinza se enchia de cor, mas foi se acabando, diminuindo, se predendo a medos,   formalidades, acabou-se o brilho nos olhos, a leveza, vieram os porquês, os motivos, as culpas e desculpas, e então aquilo que quis se perdeu no tempo, espero ficar uma vez mais estasiado sem motivo,  sem necessitar,  sem precisar,  mas  somente  por querer.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Lebenslangerschicksalsschatz.

“- Existe uma palavra em alemão: Lebenslangerschicksalsschatz. E a mais próxima tradução seria ‘O tesouro do destino ao longo da vida.’ E Victoria é  ’wunderbar’, mas ela não é minha Lebenslangerschicksalsschatz. Ela é minha Beinaheleidenschaftsgegenstand, sabe? Isso significa ‘Aquilo que é quase aquilo que você quer, mas não completamente.’ E é isso o que Victoria é pra mim.
– Mas como sabe que ela não é Lebenslangerschicksalsschatz? Talvez com o passar dos anos ela se torne mais Lebenslangerschicksalsschatz.
– Não, não, não. Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve ao longo do tempo, é algo que acontece instantaneamente. Atravessa você como água de um rio depois da tempestade, preenchendo e esvaziando você ao mesmo tempo. Você sente isso em todo o seu corpo. Nas suas mãos. No seu coração. No seu estômago. Na sua pele. Já se sentiu assim com alguém?
– Acho que sim.
– Se tem que pensar a respeito é porque não sentiu.
– E tem absoluta certeza que encontrará isso um dia?
– É claro. Eventualmente todo mundo encontrará. Só que nunca saberá onde ou quando.”
(How I Met Your Mother)
Se é imediato ou não, sinceramente não sei, acredito que possa ser ambos, mas o efeito final deve ser o mesmo, entretanto só vi isso  uma vez na minha curta história.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Farpa mental.

É um comichão, uma coceira, uma inquietação que começa devagar e se agita, que traz e "retraz" fantasmas. Sem motivo. Sem razão. Simplesmente se faz presente, as vezes me fazendo rir, outras somente relembrar, mudando o tempo em mim, pois dois anos se tornam  20 e dois segundos uma eternidade. Eternidade essa de saudade, ou de brasa nem sei ao certo,  o que sei é que está ali, pregada, amarrada fincada, enfiada a maldita farpa, a qual já teve vários nomes, dezenas de rostos e ao mesmo tempo nunca teve nome ou rosto algo, mas sempre coçou, aahhh  e como coçou. Cisma, carma, prisão, alento, ternura, amor e bondade. Passei por todas essas fases e a farpa mudou de cor, Mudou de dor, mudou de rosto, mudou de nome, e assim os dias se passam, o eu e sua tentação, comichão...a farpa mental que me empurra para frente, me impulsiona não deixa parar  ou desistir a velha farpa mental.