A minha nostalgia não é oriunda dos porres que tomei, das mulheres com
quem fiquei, mas vem do tempo que eu era nu, cru. Do tempo que era
eu. Todos buscam o era dos reis, do poder, do dominar. Eu? Sinto falta dos sorrisos, da alma desnuda, para o bem, ou, para o mal, das palavras sem névoa.
Cada dia que transcorre, mas a alma é soterrada, mas o eu se perde, nada sobra. E nos tornamos nada mais que um fluxo de fatos, de atos, que leva a lugar nenhum. Caçadores de cenouras. O que te faz sorrir de verdade? O que te deixa nu? Não teu corpo, mas tua alma? Você sabe? Você ainda lembra de si? Ou, já se esqueceu? Se tornou mais um número, mais um dado, mais um bit." 0110". O que sobrou do teu poder de voar? Dos teus castelos e varinhas?
Espero um dia poder voltar a isso, voltar ao começo, voltar a leveza da alma nua. Do nu, do cru.
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