Era o fim, o sol havia se tornado gigante e vermelho. Eu sentia frio, não sei dizer se estava feliz ou triste o frio não me era comum, nem frio, nem calor, muito menos dor. Aqueles que amei haviam partido a milênios, vi cada um deles definhar e morrer enquanto eu era o mesmo, tão forte capaz de tornar montanhas ao mais puro pó, mas o sorriso dela se apagou e fugiu de mim, e nada minha força hercúlea foi capaz de fazer. Podia alcançar os céus em vôo, mais não fazer o coração daquele que mais estimei parar de bater. Enquanto isso eu continuava ali, nada que caminhara, caminha ou caminharia sobre a terra era capaz de me fazer sangrar, mas tudo em mim estava quebrado. Por frio me trouxera alegria, quando me cortei e vi meu sangue jorrar, tudo o que fiz foi sorrir.
O sol estava vermelho. Eu finalmente me sentia leve, embora não restasse mais nada, e eu fosse o único ainda de pé, com meus cabelos grisalhos e bagunçados, nada mais podia ouvir, enquanto um dia eu podia ter ouvido o bater de asas de uma borboleta a meio mundo distância, mas ainda assim eu era capaz de sorrir, o ultimo ser no mundo, o único a ver o ultimo por sol. E eu me juntaria a ela. Ahhh ela...Tudo que me restava era sorrir.