terça-feira, 24 de setembro de 2013

Quase

Quase
...
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tatakai no Kami,

Dor. Foi tudo o que pensei naquele momento, eu nunca havia sido   atingido tão duramente, alias eu nunca havia enfrentado alguém tão forte, a terra tremeu a minha volta  com aquele soco Literalmente! Vi estrelas fui lançado como um foguete no ar, minhas chamas acenderam rápido, me curaram rápido  o bastante, para eu  explodir de volta  sobre ele,  lancei sobre ele, devolvi o soco, a terra tremeu novamente, mas ele não voou,  riu  de volta para mim,  se divertia, um fiapo de sangue no canto do lábio inferior,    meus olhos queimaram azuis, uma  aura de chamas me envolveu e ele abriu a asas...sumimos no ar, éramos rápidos do que qualquer olho podia enxergar, rápidos como um relâmpago, trocamos socos  e chutes  no ar que ecoavam como trovões,  cada soco dele era uma como uma bom explodindo contra mim, e eu só podia esperar que ele sentisse, adicionei chamas a cada soco o poder deles dobrou e pela primeira vez  eu vi a dor em seu rosto...socar, socar e socar. Por tudo que esse maldito fez eu  não podia perder,  se também   caisse  era o fim,  concentrei todo o meu poder naquele soco, toda a minha, força, velocidade, toda a minha aura em chamas azuis, todo o meu ego...tudo em um unico e simples soco. Ele notou fechou as asas em torno de si......  disparei uma  onda de energia  azul cobrou  a montanha atrás de nós  evaporou uma trincheira se abriu....uma fenda se abriu na terra a minha, suor caiu  e pingava de mim....e ele ainda estava   de pé asas fechadas... quando abriu o sangue escorreu, mas não era o fim...para vencê-lo teria que me tornar como ele..me tornar um tatakai no kami.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Por coisas mais simples.

Por sorrisos.
Por Abraços.
Por beijos.
Por um céu azul.
Pelo cheiro da chuva.
Por um olhar de criança
Pela beleza.
Pelos livros.
Pelos poemas.
Por um bom dia.
Pelas coisas que vivemos.
Enfim pelas coisas mais simples, que fazem a vida bela, mas que para as quais fechamos os olhos de uma tal maneira que estamos sempre com a cabeça enterrada dentro de nós mesmos que esquecemos que para viver bastar estar vivo.

domingo, 1 de setembro de 2013

Sorte sua. Sorte minha.

Sorte a minha, tenho um teto sobre a cabeça
Tenho o que comer, tenho o que vestir
Que papo bobo, político..
Papo injusto... pois essa sorte é para poucos
Sorte que é fruto de trabalho
Pois sorte não existe por sorte.
Sorte que pode ler minhas palavras
Mais sorte ainda se puder entendê-las
Um dia após o outro e meu desejo
é que essa sorte se espalhe. Não dou minha sorte a ninguem.
Tenho medo da falta dela, um medo irracional.
Sorte minha pois tenho essa sorte
Que mais sortes nasçam e se multipliquem.
Para que a sorte como ela é não exista mais...
Pois se todos tiverem sorte? O que seria sorte então?
Sorte sua que  enxerga os beijos, sorte sua que dorme em paz.
Sorte minha que alma, mas peço que isso não seja mais sorte. Que não seja sorte nunca mais.