terça-feira, 30 de abril de 2013

Sò existe no português...

Palavra essa que acaba definindo como me sinto agora. É tão estranho se sentir parte tão rápido? Só eu sou assim? E de repente sentir que se foi tão rápido como veio....pessoas e situações que ficam guardadas na lembranças....algumas que ainda me arrancam sorrisos enquanto outras me trazem alem de duvidas instigantes, "por ques" malditos, sensação de inconclusão, de que algo escapou, que fui cego e não vi, então mesmo distante, esse motivo me mantém ligado, não esqueço, uma unica palavra que se mostra a  antítese de si mesma dentro de mim o tempo inteiro, parece que nunca vai embora, mas me sinto assim por que já foi? Ou por que eu sei que um dia irá? Não. É  apenas porque eu não quero  que vá...não quero mais um "por que" em  minha mente. 
   Quero na verdade um porquê, algo definido, uma razão, assim mesmo que se vá na verdade não foi...vou sorrir quando lembrar, pois ainda estará lá ou aqui como queira...e outra duvida infla na minha mente enquanto escrevo é reciproco? Ou estou meramente perdi do em um mar unilateral de duvvidas?  Volto a me indagar só eu sou assim? Só eu sinto isso?
   Sei lá...Mergulhado no meus porquês me despeço....nunca tendo ido...nunca tendo o querer ir, apenas fui...e o que ficou só existe no português....aquilo que trás o gosto amargo ou o sorriso tenro...Não vou dizer o quê, se você ficou ou partiu, se você sente também, revelar o que é não se faz necessário. Você sabe o que é...então me prova que não sou o único, que a solidão não faz moradia ao meu redor....que não haja sorriso tenro fruto da lembrança boa...ou angustia fruto da duvida, que não haja a palavra contraditória, que é  ao mesmo o contrário de si mesma, pois mesmo sendo algo bom doi, que não hajam mais idas e vindas. Que fique apenas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Já estou tão cheio...de me sentir assim.

Baader-Meinhof Blues

Legião Urbana


A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também.
Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome.
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodé.
Essa justiça desafinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença?
Não estatize meus sentimentos
Pra seu governo,
O meu estado é independente.
Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodé.


Tenha cuidado...se um dia você dançar......

A Dança

Legião Urbana

Não sei o que é direito
Só vejo preconceito
E a sua roupa nova
É só uma roupa nova
Você não tem idéias
Pra acompanhar a moda
Tratando as meninas
Como se fossem lixo
Ou então espécie rara
Só a você pertence
Ou então espécie rara
Que você não respeita
Ou então espécie rara
Que é só um objeto
Pra usar e jogar fora
Depois de ter prazer.
Você é tão moderno
Se acha tão moderno
Mas é igual a seus pais
É só questão de idade
Passando dessa fase
Tanto fez e tanto faz.
Você com as suas drogas
E as suas teorias
E a sua rebeldia
E a sua solidão
Vive com seus excessos
Mas não tem mais dinheiro
Pra comprar outra fuga
Sair de casa então
Então é outra festa
É outra sexta-feira
Que se dane o futuro
Você tem a vida inteira
Você é tão esperto
Você está tão certo
Mas você nunca dançou
Com ódio de verdade.
Você é tão esperto
Você está tão certo
Que você nunca vai errar
Mas a vida deixa marcas
Tenha cuidado
Se um dia você dançar.
Nós somos tão modernos
Só não somos sinceros
Nos escondemos mais e mais
É só questão de idade
Passando dessa fase
Tanto fez e tanto faz.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vermelho-cor de fogo.

Tão diferente e ao mesmo tempo tão igual...
Sinais claros...de ambos os lados.
Sempre o mesmo fim de filme....
As mesmas cenas...diferentes atores...
A mesma história contada sob outros olhos...
O mesmo sorriso...
O mesmo caminho...
Mas ainda assim nada é o mesmo?
Mudaram a estações, nada mudou...
Tudo mudou...
Pela morena...
Olhos azuis...
Cabelos de fogo...
No fim tanto fez...
E ao mesmo tempo tudo significou....
Sei lá o que isso é?
O vinho falando talvez?
Já nem sei...
 Caminho devagar olhando lua....
 peito aberto...
A tosse é forte...eu cambaleio....
Continuo a tossir....é vermelho?
Sento...A visão fica turva....
Deito...Fogo volto a tossir...mais vermelho..
Era a cor dos cabelos...deu errado...
 O folego se apaga e com ele o brilho dos olhos...
O frio se vai, a lembrança fica...foi a ultima coisa qque vi.....antes de ir.

Camões....

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Quem Sabe um Dia

Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mario Quintana

Mim, eu, adeus.

No fim de mim nada sobrou.
Da imagem montada.
Certezas Prontas.
Falhas admitidas.
Credos.
Amores.
Tristezas.
Felicidades.
Nada resta.
Tudo rapidamente míngua.
Se extermina.
Acaba.
Oblitera.
Que resta então?
Não sei mas quando nada mais tem sentido.
Nem significado.
Me resta a fé.
E a esperança daquilo que se foi, na verdade não foi.
Lá ainda está.
 quem foi então?
O mim, eu, e esqueci de dar Adeus.