domingo, 30 de outubro de 2011

e Lá vou eu pra floresta....

“Eu fui à floresta porque queria viver deliberadamente. queria viver profundamente. e sugar toda a essência da vida. acabar com tudo que não fosse vida, para que, quando minha morte chegasse, eu não descobrisse que não vivi”.

Sociedade dos poetas Mortos-1989.

Carpe Diem

Carpe diem quam minimum credula postero.
Tu não indagues (é ímpio saber) qual o fim que a mim e a ti os deuses
tenham dado, Leuconoé, nem recorras aos números babilônicos. Tão
melhor é suportar o que será! Quer Júpiter te haja concedido muitos
invernos, quer seja o último o que agora debilita o mar Tirreno nas
rochas contrapostas, que sejas sábia, coes os vinhos e, no espaço
breve, cortes a longa esperança. Enquanto estamos falando, terá
fugido o tempo invejoso; colhe o dia, quanto menos confiada no de
amanhã.
 "Odes" (I,, 11.8) do poeta romano Horácio (65 - 8 AC)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vazio.

O que é isso que está ali?
Não Há nada.
Eu nasci nas profundezas, onde a luz não alcança
Envolto pelas trevas. Incerto sobre o futuro.
Nascido sob aqueles resíduos negros, completamente negros.
Esses corpos negros, meus companheiros tinham corpos negros
Com sua bocas descobertas e olhos reluzentes, sem dúvidas devoravam algo.
E então...Eu possuia um corpo alvo. Em mim nada havia.
Eu não sentia nada. Não, eu fui incapaz de notar que o que eu sentia era vazio.
Incapaz de ouvir, Incapaz de comer, Incapaz de sentir cheiros.
Eu não tinha companheiros, apenas vagava sozinho.
O que reflete em meus olhos não possui significado.
O que reflete em meus olhos não existe.
Então, foi a primeira vez que algo chamou atenção ao meus olhos.
Para certos objetos translucidos que povoavam esse mundo foi de certa forma um local de nascimento.
Foi a existência mais próxima ao vazio que já encontrei. Não interagia com nada apenas existia.
Sem cor. Sem som. Sem fragância . Senti como se tudo tivesse desaparecido. Minha visão se esvaiu e me dissolvi no vazio. Nada havia ali. Felicidade.
Kubo tite-Bleach.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Simplicidade.

Eu quero o simples.
Eu quero  ver o sol nascer.
Eu quero beber a água fria.
Eu quero ver o  sorriso do dia.
Eu quero o simples.
Sem complicações ou jogos.
Sem meias palavras ou segundas intenções
Só a simplicidade de  um belo  beijo.
A beleza de um abraço
Eu quero o simples.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Admirador distante.


Foi o que me tornei, se tornou pra mim satisfatório te ver de longe.
Desde que o que visse fosse o seu  sorriso
Foi o que me satisfez, te ouvir, te ler, te entender.
Desde que  você lá estivesse.
Nunca precisei de nada além disso, nunca entendi muito bem que era isso.
Nunca entendi muito bem o que isso significava. O que você significa.
Tudo que sempre precisei foi te ver bela, feliz, te ver ali.
Observar me é natural, mas nunca soube o participar, talvez por isso não houve alcance
Talvez por isso tudo findou.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Percepção.

Percebi que não é uma mera questão de escolha. É, entretanto uma questão de acontecimento. Finalmente consigo observar o inverso da situação que me é devo confessar inquietante. Então tudo que faço é seguir o caminho que se apresenta, como observador que sou, anoto, me revigoro a cada mudança da variável que se apresenta e a cada pequena marcar que é deixada pra trás. É estranho me manter sereno ao perceber diferenças óbvias, mas pras quais sempre fui aparentemente cego. Tudo se torna tão natural, comum e normal...que nada mais tem importância....e quanto mais entendo isso, mais libertador e assustador é....bom encerro por aqui antes que este texto como a fazer algum sentido lógico....pois como todo resto isto aqui também não passar de mera causalidade, continuidade dos fatos, resultado lógico da minha percepção.