Era noite. O vento frio batia em meu rosto, daquele tipo que os homens sentem em um dia ameno quando resolvem abrir as amarras e simplesmente olhar para o céu que os beija de volta com essa lufada fria como que em agradecimento, exceto pelo fato de eu estar no ar. Há muito elas estavam presas era hora de deixa-las sair, no momento em que as libero também me libero. Estou no ar. Mergulho por entre as nuvens, então dou a volta desço ao topo do prédio, do alto, eu vejo, ou ouço, cheiro e sinto tudo. Desde a batida do doce coração sem peso de um bebê, até o cheiro fétido de sangue não muito longe dali. O vento canta em meus ouvidos quando decolo, subo tão alto quanto posso. De Asas abertas. A luz da bate em meus olhos. Por um momento me lembro de quem eu era.
Asas Verdes e Olhos dourados. Um Soldado. Mas é tudo passado agora, o sangue me chama e para ele eu vou. Uma onda sônica rasga o céu quando parto em vôo. Então eu vejo, um garoto, está caído, e aquela coisa pronta para devorá-lo, mas é mesmo um garoto? Ele me lembra...Não Importa. Eu as recolho e então salto, o capuz cobre meu rosto. Um trabalho. Uma missão. É tudo o que importa.
Eitaa...adoro esse tipo de texto, onde o personagem viaja em meio aos seus pensamentos...gostei muito...se o livro for nesse nivel, ja encontrou uma leitora!:D
ResponderExcluirPô massa. Só pelo começo já da pra sentir que vai ser legal
ResponderExcluirLi o prólogo e me apaixonei! Mas falta ler o primeiro, antes...
ResponderExcluiriihhuullll :D esse ae é o prologo do meu...que sim lembra, e não nãoé a mesma coisa kkkkkkkk leia sim...trocar idéias é preciso. :)
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